As dimensões da nova governança pública que necessitam ser exercitadas e desenvolvidas continuamente nas democracias do Século XXI são:

  1. a liderança governamental em temas que demandam a ação do Estado;
  2. os modelos de participação social e transparência na elaboração e gestão de políticas e serviços públicos (em síntese, os modelos de participação e transparência nas decisões e ações de governo);
  3. a avaliação do desempenho dos investimentos públicos, com mensurações de resultados em termos de eficiência, eficácia e efetividade; e
  4. a responsabilização e o comprometimento dos gestores com os resultados desses investimentos mediante a prestação de contas (accountability).

A experiência de governança pública tem mostrado que os sistemas democráticos de governo se fortalecem na medida em que os governos eleitos assumem a liderança de processos de mudanças que buscam o atendimento das demandas de sociedades cada vez mais complexas e alcançam resultados positivos perceptíveis pela população.

Contemporaneamente, para o alcance de resultados de desenvolvimento nacional exige-se dessa liderança não apenas o enfrentamento de desafios de gestão, como a busca da eficiência na execução dos projetos e atividades governamentais, no conhecido lema de “fazer mais com menos”, mas também o desafio de “fazer melhor” (com mais qualidade), como se espera, por exemplo, nos serviços públicos de educação e saúde prestados à população. Esse novo desafio de governo tem como consequência um novo requisito de gestão que é o de “pensar diferente”, também conhecido como “pensar fora da caixa”, o que implica a necessidade de desenvolvimento de novos modelos de governança para se alcançar os objetivos e metas de governo em sintonia com a sociedade.

Outros aspectos sociotécnicos importantes que caracterizam a nova governança pública se relacionam aos anseios de maior participação e controle social nas ações de governo, que somados à liberdade estabelecem o cerne do milenar conceito de cidadania (participação no Governo) e os valores centrais da democracia social do século XXI.

Governar de modo inovador exige, invariavelmente, repensar o modelo secular de governança pública em todas as suas dimensões: política, econômica, social e tecnológica. Com a evolução sociotécnica, fortemente alavancada pelo desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), as mudanças na governança pública implicam mudanças na base tecnológica que sustenta a burocracia, nas estruturas do aparelho de Estado e em seus modelos de gestão.

Nesse contexto, a Plataforma Aquarius se propõe a alavancar e sustentar essas mudanças disponibilizando informações e insights de conhecimento para que os gestores na área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) possam compreender as necessidades de transformações no atual modelo de governança, em seus respectivos órgãos de atuação e no próprio sistema de CT&I, para alcance dos objetivos e metas dos governos. Essa nova plataforma tecnológica de informação e conhecimento em CT&I será, portanto, uma plataforma de aprendizado coletivo para apoio às mudanças exigidas pela sociedade em relação ao desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do Brasil.